VESTIBULAR E ENEM

Os clássicos que mais caem, explicados por quem está dentro da história.

16 clássicos que mais caem no vestibular e no ENEM, por escola literária. Tire dúvidas de enredo, temas e contexto com a própria obra ou com os personagens. De graça.

Humanismo e Classicismo (século XVI)

O teatro de Gil Vicente critica a sociedade com humor; Camões canta as navegações em versos épicos.

Romantismo (1836 a 1881)

Idealização, nacionalismo e o índio como herói; nos romances urbanos, o casamento e o dinheiro na corte.

  • Iracema, José de Alencar (1865): indianismo, mito de fundação, anagrama de América.
  • Senhora, José de Alencar (1875): casamento por dinheiro, romance urbano, crítica à sociedade.

Realismo (1881 a 1902)

Análise psicológica, ironia e crítica às instituições. Machado de Assis no Brasil, Eça de Queirós em Portugal.

  • Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis (1881): defunto autor, ironia, crítica à elite.
  • Dom Casmurro, Machado de Assis (1899): narrador não confiável, ciúme, ambiguidade.
  • Quincas Borba, Machado de Assis (1891): Humanitismo, ao vencedor, as batatas, loucura.
  • O Alienista, Machado de Assis (1882): ciência e poder, loucura, sátira.
  • O Primo Basílio, Eça de Queirós (1878): adultério, crítica à burguesia, chantagem.
  • Os Maias, Eça de Queirós (1888): decadência, incesto, retrato de Portugal.

Naturalismo e Impressionismo (fim do século XIX)

O ser humano determinado pelo meio, pela raça e pelo momento; personagens como “animais” do ambiente.

  • O Cortiço, Aluísio Azevedo (1890): determinismo, zoomorfização, o cortiço como personagem.
  • O Ateneu, Raul Pompeia (1888): internato, memória, crítica à educação.

Pré-Modernismo (1902 a 1922)

O Brasil real entra na literatura: o subúrbio, o sertão, a crítica ao nacionalismo ufanista.

Modernismo (1922 a 1945)

Da ruptura de 22 (linguagem brasileira, antropofagia) ao romance de 30, que denuncia a seca e a desigualdade.

  • Macunaíma, Mário de Andrade (1928): herói sem nenhum caráter, antropofagia, rapsódia.
  • Vidas Secas, Graciliano Ramos (1938): seca, romance desmontável, linguagem e opressão.
  • São Bernardo, Graciliano Ramos (1934): sentimento de propriedade, narrador-personagem, ciúme.