VESTIBULAR E ENEM
Os clássicos que mais caem, explicados por quem está dentro da história.
16 clássicos que mais caem no vestibular e no ENEM, por escola literária. Tire dúvidas de enredo, temas e contexto com a própria obra ou com os personagens. De graça.
Humanismo e Classicismo (século XVI)
O teatro de Gil Vicente critica a sociedade com humor; Camões canta as navegações em versos épicos.
- Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente (1517): crítica social, alegoria, teatro medieval.
- Os Lusíadas, Luís Vaz de Camões (1572): epopeia, navegações, Velho do Restelo.
Romantismo (1836 a 1881)
Idealização, nacionalismo e o índio como herói; nos romances urbanos, o casamento e o dinheiro na corte.
Realismo (1881 a 1902)
Análise psicológica, ironia e crítica às instituições. Machado de Assis no Brasil, Eça de Queirós em Portugal.
- Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis (1881): defunto autor, ironia, crítica à elite.
- Dom Casmurro, Machado de Assis (1899): narrador não confiável, ciúme, ambiguidade.
- Quincas Borba, Machado de Assis (1891): Humanitismo, ao vencedor, as batatas, loucura.
- O Alienista, Machado de Assis (1882): ciência e poder, loucura, sátira.
- O Primo Basílio, Eça de Queirós (1878): adultério, crítica à burguesia, chantagem.
- Os Maias, Eça de Queirós (1888): decadência, incesto, retrato de Portugal.
Naturalismo e Impressionismo (fim do século XIX)
O ser humano determinado pelo meio, pela raça e pelo momento; personagens como “animais” do ambiente.
Pré-Modernismo (1902 a 1922)
O Brasil real entra na literatura: o subúrbio, o sertão, a crítica ao nacionalismo ufanista.
- Triste Fim de Policarpo Quaresma, Lima Barreto (1915): nacionalismo ufanista, Revolta da Armada, ironia.
Modernismo (1922 a 1945)
Da ruptura de 22 (linguagem brasileira, antropofagia) ao romance de 30, que denuncia a seca e a desigualdade.
- Macunaíma, Mário de Andrade (1928): herói sem nenhum caráter, antropofagia, rapsódia.
- Vidas Secas, Graciliano Ramos (1938): seca, romance desmontável, linguagem e opressão.
- São Bernardo, Graciliano Ramos (1934): sentimento de propriedade, narrador-personagem, ciúme.